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14 de abril de 2009

Monteiro Lobato

Monteiro Lobato é apontado como o autor que mais escreveu para crianças em todo o mundo, sendo a sua obra considerada a mais extensa de literatura infantil de que se tem notícia. Bateu recordes de vendagem, atingindo entre 1925 e 1950 um milhão e meio de exemplares vendidos de seus livros.
Nascido em Taubaté, São Paulo, em 18 de abril de 1882. Aos 9 anos resolveu mudar seu nome para José Bento Monteiro Lobato, pois desejava usar a bengala do pai, gravada com as iniciais J. B. M. L. Na infância, viveu num universo propício para desenvolvimento de suas histórias. Era chamado de Juca, por suas irmãs Judite e Esther, e gostava de fazer bichos de chuchu com palitos nas pernas.
Era um hábito, naquele tempo, as crianças brincarem com sabugos de milho que se transformavam em bonecos. “Por isso, cada um de meus personagensPedrinho, Narizinho, Emília e Visconde – representa um pouco do que fui e um pouco do que não pude ser”, escreveu. Aos 14 anos, escreveu sua primeira crônica para o jornal O Guarani. “Sempre amei a leitura. Li Carlos Magno, Robinson Crusoé e todo o Júlio Verne”, registrou. Nas pequenas cidades do interior, escreveu para jornais e revista.
Quando seu avô, Visconde de Tremembé, morreu, em 1911, herdou dele a fazenda Buquira, passando de promotor a fazendeiro. Foi na fazenda que escreveu o Jeca Tatu, símbolo nacional. Para viabilizar a edição de seus livros para adultos, comprou a Revista do Brasil. Urupês iniciou o processo editorial de Lobato.
Antes de criar a primeira editora nacional, Monteiro Lobato & Cia, os livros do Brasil eram impressos em Portugal. Empresário falhado e escritor bem sucedido, fundou, em 1946, a Editora Brasiliense, para editar suas obras completas.
Pouco antes de morrer, declarou em sua última entrevista, à Rádio Record de São Paulo, que gostaria de ter escrito mais para as crianças, em vez de perder tempo escrevendo para “gente grande”. “Quiseram me levar para a Academia Brasileira de Letras. Recusei. Não quis transigir com a praxe de lá – implorar votos. Tive muitos convites para cargos oficiais de grande importância. Recusei a todos. Getúlio Vargas (presidente do Brasil na ocasião) convocou-me para ser o Ministro da Propaganda. Respondi que a melhor propaganda para o Brasil, no Exterior, era a liberdade do povo, a constitucionalização do país. Minha fama de propagandista decorria da minha absoluta convicção pessoal. O caso do petróleo, por exemplo, e do ferro. Éramos ricos em energia hidráulica e minérios, e não somente café e açúcar. Durante 10 anos, gritei essas verdades. Fui sabotado e incompreendido. Dediquei-me à Literatura Infantil já em 1921. E, retornei a ela, anos depois, desgostoso dos adultos. Com Narizinho Arrebitado, lancei o Sítio do Pica-pau Amarelo. O Sítio é um reino de liberdade e encantamento. Muitos já o classificaram de República. Eu mesmo, por intermédio de um personagem, o Rei Carol, da Romênia, no livro A Reforma da Natureza, disse ser o Sítio uma República. Não; República não é, e sim um reino. Um reino cuja rainha é a D. Benta. Uma rainha democrática, que reina pouco. Uma rainha que permite liberdade absoluta aos seus súditos. Súditos que também governam. Um deles, Emília, é voluntariosa, teimosa, renitente e não renuncia aos seus desejos e projetos. Mas eu precisava de instrumentos idôneos para que o trânsito do mundo real para o fantástico fosse possível, pois, como ir à Grécia? Como ir à lua? Como alcançar os anéis de Saturno? Bem, a lógica das coisas impunha a existência desse instrumento. Primeiro surgiu o “O Pó de Pirlimpimpim” que transportaria para todo e sempre, os personagens de um lugar para outro, vencendo o ‘ESPAÇO’. O ‘FAZ-DE-CONTA’, pó número 2, venceria a barreira do ‘TEMPO’, suprindo as impossibilidades de acontecimentos. Finalmente pensei no ‘SUPER-PÓ’, inventado pelo Visconde de Sabugosa, em O Minotauro, que transportaria, num átimo, para qualquer lugar indeterminado, desde que desejado.”

Se você deseja saber mais sobre Monteiro Lobato. Acesse os links abaixo:

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Mais sobre os Personagens

Biografia

Projeto Memória - Monteiro Lobato

Livros

Sítio do Picapau Amarelo

Trecho da matéria publicada pela Revista Construir. Disponível em: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=412. Acesso em: 13 abr. 2009.

8 de abril de 2009

VIVA O LIVRO!


No mês de Abril, a Biblioteca desenvolverá atividades de leitura diferenciadas para marcar a passagem do Dia Internacional do Livro (2 de abril - Andersen), Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril - Monteiro Lobato) e do Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral (23 de abril - Cervantes e Shakespeare).


DICAS DE LEITURA

ANDERSEN

  • O patinho feio
  • A princesa e o grão de ervilha
  • A pequena sereia
  • Os novos trajes do imperador
  • O soldadinho de chumbo
  • Os cisnes selvagens
  • O rouxinol

MONTEIRO LOBATO


  • O sítio do picapau amarelo
  • As reinações de Narizinho
  • Viagem ao céu
  • Emília no país da gramática
  • As caçadas de Pedrinho
  • Aritmética da Emília
  • Geografia de Dona Benta
  • Serões de Dona Benta
  • O poço do Visocnte
  • O Minotauro
  • A reforma da natureza
  • A chave do tamanho

SHAKESPEARE


  • Sonho de uma noite de verão
  • Megera Domada
  • A Tempestade
  • Romeu e Julieta
  • Macbeth
  • Otelo
  • Hamlet


CERVANTES

  • Dom Quixote

2 de Abril - Dia Internacional do Livro Infantil


Em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, foi criado o dia internacional do livro infantil, que é comemorado na data de seu nascimento; em virtude das inúmeras histórias criadas por ele.

Dentre as mais conhecidas mundialmente estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.

A data é conhecida e comemorada mundialmente, em mais de sessenta países, como forma de incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura.

Tanto os clássicos da literatura infantil quanto os livros somente ilustrados, proporcionaram o desenvolvimento do imaginário das crianças, bem como o aspecto cognitivo, desenvolvendo seu aprendizado em várias áreas da vida.

As histórias reportam valores morais e éticos, que levam o sujeito a repensar suas atitudes do cotidiano, numa reflexão que pode modificar sua ação, tornando-a melhor enquanto pessoa.

Leia aqui os "Contos de Hans Christian Andersen"

Fonte: Jussara de Barros. Disponível em: http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-internacional-do-livro-infantil.htm. Acesso em: 08 abr. 2009.

31 de março de 2009

Física - móbile de equilíbrio

Acesse o vídeo, onde o professor Anibal Fonseca, do Ateliêr de Brinquedos Científicos, mostra como construir um móbile que ajuda a compreender a noção física de equilíbrio.

Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica/mobile-equilibrio-430198.shtml. Acesso em: 31 mar. 2009

30 de março de 2009

VESTIBULAR UFRGS 2010


LEITURAS OBRIGATÓRIAS PARA A PROVA DE LITERATURA
DE LÍNGUA PORTUGUESA


Para o Concurso Vestibular 2010,
será exigida a leitura das seguintes obras:


1. O Uraguai, Basílio da Gama;

2. Lucíola, José de Alencar;

3. Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis;

4. Contos, Machado de Assis (1. O caso da vara, 2. Pai contra mãe, 3. Capítulo dos chapéus);

5. O Primo Basílio, Eça de Queirós;

6. Estrela da Vida Inteira, Manuel Bandeira;

7. Poemas de Álvaro de Campos, de Fernando Pessoa (1. Mestre, meu mestre querido!, 2. Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra , 3. Grandes são os desertos, e tudo é deserto, 4. Lisboa com suas casas, 5. Todas as cartas de amor são, 6. Ode triunfal, 7. Lisbon Revisited (1923), 8. Tabacaria, 9. Aniversário, 10. Poema em linha reta);

8. Porteira Fechada, Cyro Martins;

9. Fogo Morto, José Lins do Rego;

10. Antes do Baile Verde, Lygia Fagundes Telles;

11. Dois Irmãos, Milton Hatoum;

12. Concerto Campestre, de Luiz Antonio de Assis Brasil.


Disponível em: <http://www.vestibular.ufrgs.br/>. Acesso em: 30 mar. 2009.

A Biblioteca José de Alencar possui as obras para empréstimo. CONFIRA!


Leia! Leia mais!

27 de março de 2009

Papel eletrônico


Reportagem extraída da Revista Ciência Hoje On-line

"Imagine-se sentado em um banco de praça, quando alguém ao seu lado retira de um fino canudo uma folha retrátil e transparente de tamanho A4. De repente, letras e imagens aparecem naquela folha, como se fosse uma página impressa. O contraste e a visibilidade das letras em diferentes ângulos lembram uma folha de papel. Isso ainda é uma cena de ficção.
O papel eletrônico – a folha transparente da cena imaginária – já existe em diversos produtos. Falta apenas ele aparecer no design imaginado acima e com um preço compatível com a renda de boa parte da população.

Nos laboratórios de pesquisa, os trabalhos que viabilizaram o papel eletrônico já têm uma longa história. Podemos dizer que a saga remonta aos anos 1950, quando propriedades elétricas foram descobertas em alguns polímeros e as primeiras imagens xerográficas foram obtidas com o processo conhecido como eletroforese. Na década seguinte, com a descoberta dos polímeros semicondutores, estava aberta a estrada para se chegar ao papel eletrônico.
Mas a evolução da ciência e da tecnologia não é assim tão certinha. Tropeços metodológicos e estratégias comerciais entortaram o rumo dessa história. Passados mais de 40 anos, ainda estamos à espera do papel eletrônico com as propriedades que teoricamente consideramos adequadas.
E quais são essas propriedades? Para se assemelhar ao papel impresso em funcionalidade e disponibilidade, o papel eletrônico deve ter bom contraste, de modo a ser lido até na claridade da luz solar. Isso implica que as imagens deverão ser visualizadas por reflexão da luz e não por transmissão, como ocorre nas usuais telas de computadores e de televisores. É claro que isso não impede que um fabricante possa fazer um papel eletrônico que emita luz, mas essa não é a alternativa que está fazendo a cabeça da indústria.
Assim como o papel convencional, de celulose, o eletrônico também deve ser flexível, de modo que possa ser encurvado e guardado em um canudo. Tem que apresentar baixo consumo de energia e, sobretudo, ter preço de venda compatível com o orçamento de grande parte da população. Ainda não se conseguiu um produto que atenda a todas essas exigências."

Na matéria completa você encontra os caminhos seguidos pelos pesquisadores.

Carlos Alberto dos Santos, c
olunista da CH On-line

Foto: Eugeni Pulido
Para acessar a íntegra da matéria clique aqui